Não vou falar sobre a autora nesse post porque vou fazer um especial depois que eu ler a fortuna crítica do livro, o qual pessoas próximas dela, como Caio Fernando Abreu e outros, falam sobre essa mulher maravilhosa que era Hilda. Então esperem, que já já leio.
O livro é escrito em forma de diário pela própria Lori Lamby, uma garota de 8 anos que é prostituída pelos pais, e vai narrar todas as experiências sexuais dessa criança. Kinda perturbador. A forma que Lori Lamby conta a história meio que me deu um pouco de agonia, porque os pais a contaram que aquilo era normal e acontecia sempre com todo mundo, então para ela aquilo tudo é normal, todas as crianças tem suas vaginas chupadas, todas as crianças gostam disso e isso me deixava louco para entrar no livro e dizer que NÃO, não é bem assim! E eu achei isso engraçado (não o fato todo narrado, mas o jeito que a Hilda me fez querer entrar no livro).
Outro fato curioso é que o caderno que a Lori Lamby escreve é rosa (ok, tá dito no título do livro) e a edição que a Globo Livros lançou também é rosa, rosa choque, cor "infantil". Imagino que o rosa que a Hilda imaginou fosse esse mesmo, por isso me vi lendo literalmente o caderno rosa da Lori Lamby. E dentro do caderno rosa, chega um momento que a Lori copia uma história que um de seus "clientes" (as aspas é porque não sei se eles eram clientes da Lori ou de seus pais, né) conta a ela, e essa parte é chamada de Caderno Negro, e essa história vai contar com muito sexo explícito, incesto e zoofilia, tudo realmente dito na cara, nada entrelinhas.
Posso dizer que aprendi muito com esse livro também. Nunca vi tantos sinônimos para pênis e vagina. Vai variar de "boceta" para "coninha gordinha". E não é só putaria não! Hilda nesse livro faz muitas referências a livros/escritores de nome, como Henry James, Oscar Wilde e Madame de Bovary.
Esse é o primeiro livro de uma trilogia, mas pelo que já vi os outros dois que também vieram nessa edição linda
Fotos abaixo da Hilda, compilação da trilogia + livro de poemas Bufólicas + fortuna crítica, ilustrações de Ivan Rubino Fernandes, Laura Teixeira, Veridiana Scarpelli e Jaguar. Edição liiindaaaaaa!
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